Lisboa, 25 de
Janeiro de 2012.
Na sequência de o projecto que nos foi proposto pela
nossa professora sobre a procriação medicamente assistida decidimos organizar
um debate. O projecto organizado pela Ciência Viva e pelo Conselho Nacional de
Procriação Medicamente Assistida (CNPMA) visa, na nossa percepção, promover a
reflexão sobre questões legais, éticas, sociais e também, embora com um grau
limitado de conhecimentos, sobre questões científicas.
A organização do debate, de um modo que nos pareceu poder
produzir maior desenvolvimento ideológico, condicionou-nos de forma que foram
escolhidas pessoas para defender opiniões que podem não ser as suas.
Consideramos que esta tentativa de compreender e defender outros pontos de vista
poderá ser uma forma de tornar mais sólidas as opiniões pessoais.
Consideramos então importante
reflectir sobre as implicações sociais da PMA e quais são os limites, se é que
os há, para o que a ciência pode proporcionar aos cidadãos nesta matéria. Tentámos,
assim responder às seguintes questões:
1.
Quais são os
limites da Procriação Medicamente Assistida? Devem os cidadãos ser livres de
escolher aquilo que querem fazer com as técnicas ou deve o Estado limitar e
proibir técnicas?
2.
Quem é que
deve ter direito aos tratamentos de PMA? Deve a PMA ser um tratamento para uma
doença ou um método para possibilitar a casais homossexuais ou às famílias
monoparentais a possibilidade de ter filhos?
3.
Deve o Estado
comparticipar ou não os tratamentos? Se deve comparticipar, de que forma o deve
fazer?
4.
Qual deve ser
o destino dos embriões excedentários?
Conclusões
As
Técnicas de Procriação Medicamente Assistida devem ser utilizadas. A função e
desejo de qualquer ser vivo é dar continuidade à sua espécie, pelo que não se
deve condenar as pessoas que pretendem receber tratamentos de procriação
medicamente assistida.
Contudo,
é importante que existam restrições, pois permitir certos comportamentos, leva
a aceitação de outros. Por exemplo, não deve ser permitida a escolha do
cariótipo de um embrião pois isso seria manipular a selecção de embriões,
criando uma situação de selecção artificial.
A
punção de oócitos II tem como finalidade a fecundação e posteriormente a
implantação no útero. Porém, há alguns oócitos que não chegam a ser implantados,
oócitos sedentários. Neste ponto, a turma não chegou a um consenso. Enquanto os
membros a favor defenderam a utilização dos embriões para fins de investigação
(desde que não exista manipulação de vida), os elementos contra as técnicas de
PMA afirmaram que não existem embriões viáveis que sejam fecundados e
destruídos naturalmente.
Assim,
a turma pensou no caso de dar a hipótese de escolha aos pais, ou seja, estes
deveriam escolher o que fazer com os seus embriões: congelá-los, destrui-los ou
doá-los para estudos científicos.
Foi
também tocada a questão da adopção homossexual. Neste aspecto, foi consensual que a maioria dos alunos apoia a adopção ou utilização de técnicas de PMA num casal em que os dois membros são
do sexo feminino em oposição a casais homossexuais masculinos. Ainda assim, a maioria concordou que a sociedade não está pronta para a
aprovação desta lei.
Como
a infertilidade é considerada uma doença, muitos dos alunos consideram que o
seu tratamento deveria ser comparticipado pelo Estado. Contudo, é de referir
que, por esta não ser uma doença mortal, muitos acreditam que esta
comparticipação não deve ser uma prioridade nas contas estatais. Existem
doenças mais graves que matam centenas de pessoas por ano e que necessitam do dinheiro
para melhoramentos ou investimentos em investigações. Além disso, o sistema de
saúde português tem de lidar ainda com outros problemas, como a falta de
médicos de família ou as filas de espera que os utentes enfrentam nos centros
de urgências antes de fazer investimentos noutras áreas.
Fotos do Debate:
Imagem 1 – Parte dos alunos presentes no
debate pertencente ao grupo a favor da PMA
Imagem 2 – Parte dos alunos presentes no
debate pertencente ao grupo contra a PMA
Imagem 3 – Intervenção por parte do
grupo a favor da PMA
Imagem 4 – Argumentação por parte de um dos membros do grupo a favor da PMA
Imagem 5 – A boa disposição dos
participantes
Imagem 6 – Parte dos alunos presentes no debate pertencente ao grupo contra da PMA
Imagem 7 – Coordenadoras do debate
Imagem 8 – Porta-voz do grupo a favor da PMA
Imagem 6 – Parte dos alunos presentes no debate pertencente ao grupo contra da PMA
Imagem 7 – Coordenadoras do debate
Imagem 8 – Porta-voz do grupo a favor da PMA
Imagem 9 – Porta voz do grupo contra a PMA
Vídeo da parte inicial do Debate
Vídeo da parte inicial do Debate
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