Participação no Fórum Ciência Viva

Maternidade de Substituição

Todos os casais diagnosticados com casos de infertilidade devem ser livres de recorrer à maternidade de substituição. Um casal infértil não deve ser condenado a não gerar descendência se ambos aspirarem a uma vida familiar. Contudo, devem ser impostas algumas condições a este método alternativo.
A maternidade de substituição não deve ser remunerada. Uma remuneração implicaria que muitas mulheres se sujeitassem a uma gravidez (provavelmente) indesejada de que poderiam advir graves consequências físicas e psicológicas. É portanto preferível que este seja um processo voluntário por parte da “geradora do feto”, podendo existir uma relação afectiva entre esta e os pais da criança.
Contudo, é de salientar que cada um destes processos deveria ser seguido por uma equipa de médicos e psicólogos que assegurassem a estabilidade física e emocional da criança.
A maternidade de substituição levará, então, a uma alteração dos conceitos de mãe e família. Acreditamos que a mãe biológica (a que fornece o oócito) deve desempenhar o papel de mãe, no sentido de criar e educar a criança, não impedindo, no entanto, que a mãe de substituição tenha uma ligação com a criança. Porém, é necessário que a mãe de substituição reconheça não só o papel da mãe biológica mas também os limites da sua ligação.
Apesar de esta parecer uma ideia utópica devido à complexidade das relações humanas, se existir acordo entre ambas as partes, achamos que esta é uma situação possível.   

Nota:
 Este texto foi construído com base nas participações dos alunos do 12.º A no Fórum da Ciência Viva.

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