FIV e ICSI
A
média de eficácia da FIV em Portugal é cerca de 50%, o que está acima da média
europeia. No caso da ICSI a média europeia de eficácia desta técnica é
ligeiramente superior á média portuguesa que é cerca de 40%. O transplante de
embriões também tem uma média de eficácia em Portugal superior á do resto dos
países do continente europeu. Estes dados mostram que Portugal, em geral, é um
país que se encontra particularmente avançado nesta área da procriação
medicamente assistida.
Crioperservação de esperma/tecido testicular
Deve
realizar-se pré-puberdade – esta técnica é a única que permite preservar a
fertilidade. Utilizar as células da linha germinativa para gerar gâmetas quando
necessário é a única forma de garantir a fertilidade (ex: casos de acidentes
onde o esperma é afectado). Este método está a ser testado, mas avanços
científicos já foram feitos nesta área, ratos e coelhos já nasceram por
desenvolvimento de gâmetas retirados por excertos testiculares. O único factor
que possa contrariar esta técnica é o facto de as espermatogónias terem uma
baixa taxa de sobrevivência.
A
técnica de utilização de excertos testiculares encontra-se em grande e rápido
desenvolvimento, as experiências com tecido ovárico também estão em rápido
desenvolvimento, embora não tão acentuado como o das experiências realizadas
com tecido testicular, possivelmente devido a dificuldades de manipulação e
preservação de oócitos II que quando maturos ainda não se encontram totalmente
desenvolvidos e também porque a complexidade do processo de maturação dos
oócitos II é muito mais elevada do que a maturação dos espermatozóides.
FIV e ICSI
- · A ICSI consegue gravidezes com a utilização de espermatozóides completamente imóveis
- · Em casos de ejaculação retrógrada
- · Situações em que o homem é paraplégico
- · Casos em que o homem sofre de Azoospermia Obstrutiva – sem espermatozóides no ejaculado. Neste caso é realizada uma punção testicular de modo a retirarem-se espermatozóides directamente do testículo ou até se recorre mesmo á remoção do tecido testicular.
- · Casos em que ocorre no homem Azoospermia secretora (o problema é a nível testicular) – Os espermatozóides encontram-se presentes nos testículos mas são em pequenas quantidades ou a sua maturação é incompleta. Neste caso é realizada uma biopsia testicular múltipla.
A
ICSI não e mais eficaz que a FIV, aliás a técnica de PMA com maior eficácia é a
FIV. Isto é explicado pelo facto de a FIV ser utilizada em casos menos grandes
de infertilidade.
A
ICSI é o procedimento menos natural de todas as técnicas que existem de PMA,
pois a fertilização ocorre apenas porque o espermatozóide é injectado no
interior do oócito II. Por este motivo esta técnica é apenas utilizada em casos
de extrema necessidade pois os médicos quando realizam estes procedimentos de
PMA tentam ser o menos invasivo possível e que a fertilização ocorra da forma
mais natural. Outro motivo que torna o uso da ICSI menos recorrente são os
custos que esta acarta.
PGD (Pre-Implantation Genetic Diagnosis – sigla em Inglês
para Diagnóstico Pré Implantatório)
O
diagnóstico pré implantação é realizado em embriões obtidos por PMA e têm como
objectivo identificar deficiências cromossómicas tais como mutações
cromossómicas numéricas (ex: trissomia 21) e mutações cromossómicas estruturais
(ex: síndrome grito do gato). Se após esta análise do cariótipo se identifica
alguma deficiência cromossómica este embrião não é implantado. Esta técnica têm
objectivo fazer com que o ciclo realizado tenha sucesso e que a criança nascida
não tenha deficiências que possam vir a reduzir a sua qualidade de vida.
Para
se realizar a PGD é retirado o glóbulo polar e observados os cromossomas deste
glóbulo com o uso de sombras fluorescentes que permitem identificar os
cromossomas.
Micro Diagnóstico
1 em 49 bebés
possui anomalias a nível genético quando são criados em laboratório.
Quando
comparados os bebés que realizaram PGD com bebés que não realizaram estes
testes, o grupo que realizou tem maior qualidade de vida. Também com a
realização deste teste a probabilidade de a gravidez ocorrer até ao fim é
maior, pois o embrião implantado não tem garantidamente nenhuma monossomia ou
trissomia que pode levar a aborto espontâneo.
O
principal problema técnico do diagnóstico pré implantatório é que quando
realizado apenas se retira uma célula do embrião para análise, ou seja o
embrião pode ser considerado inviável pois uma célula possui uma anomalia
enquanto que as restantes são normais e vice-versa, a célula retirada pode ser
normal enquanto que o resto das células apresentam defeitos.
No
entanto há que ter um certo cuidado na análise de genes e definir quais doenças
devem ser consideradas impeditivas de implantação ou não, pois se fossemos
descartar todos os embriões que possam ter alguma doença genética recessiva
descartaríamos todos os embriões uma vez que todos os seres humanos transportam
genes recessivos para diversas doenças.
A
PGD com o passar dos anos vai tornar-se uma prática cada vez mais comum isto
porque quando nos reproduzimos com alguém da mesma localidade que a nossa a
probabilidade de haver genes em comum entre os dois membros do casal é muito
elevada o que pode conduzir á transmissão de doenças genéticas aos
descendestes. Por este e outros motivos, tais como a ocorrência frequente de
uma doença genética na família de um dos progenitores, a PGD vai torna-se um
teste trivial a todos os bebés nascidos por PMA.
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