Depois de efectuarmos pesquisa e
compreendermos o que era a PMA, reparámos que nos faltava uma coisa, uma
experiência e observação do que na prática era o tópico do nosso trabalho. Para
atingirmos este objectivo, contactámos a clínica de medicina da reprodução do
British Hospital.
Seleccionámos uma aluna para
realizar esta visita.
A sua experiência na clínica
iniciou-se com a observação de uma punção de oócitos. A paciente observada
tinha realizado uma hiperestimulação hormonal de modo a produzir maior
quantidade de gâmetas. Os oócitos são retirados com uma agulha que está presa a
uma sonda ecográfica, esta sonda ecográfica envia imagens para um televisor, e
conforme o observado introduz-se a agulha dentro dos folículos e aspira-se o
interior destes.
Após a punção de oócitos, a aluna
e uma bióloga foram directamente para o laboratório com os oócitos obtidos. No
laboratório utiliza-se uma lupa binocular que se encontra sobre uma placa
aquecida para retirar os oócitos do seu meio e separá-los numa caixa que contém
poços. Nestes poços podem colocar-se mais que um oócito.
De seguida foi realizado um
espermograma (tipo de exame que analisa as condições físicas e composição do
sémen humano). Primeiro foram efectuadas diversas contagens de modo a avaliar a
mobilidade, a vitalidade e a concentração dos espermatozóides, também foi
realizada uma contagem que geralmente não é muito comum, a percentagem de
espermatozóides que são quimicamente atraídos para o oócito, para fazer isto
utiliza-se uma lâmina especial que contém o mesmo químico que a membrana dos
oócitos, depois faz-se a percentagem daqueles que se encontram presos na
lamela. Quando se efectuam as contagens nos espermogramas, é apenas utilizada
uma amostragem de 200 espermatozóides que caracterizam todo o sémen.
Uma ideia errada que muita gente
tem é que quando é realizada a FIV, os espermatozóides não obtém qualquer tipo
de tratamento anterior. Esta ideia é falsa, tanto que o passo seguinte da aluna
e da bióloga foi tratar os espermatozóides, de modo a eliminar aqueles que não
têm mobilidade ou tem mobilidade reduzida e a aumentar a sua concentração.
Dá-se o nome do método dos gradientes, este consiste na colocação num tubo de
ensaio de uma amostra de esperma, um gradiente de concentração de 80% e um
gradiente de concentração de 30%. O tubo de ensaio foi colocado numa
centrifugadora, isto permitiu com que os espermatozóides com maior mobilidade e
outras impurezas contidas no sémen ficassem “presas” nos gradientes.
Depois de obter a amostra,
realizou-se a FIV, com o auxílio de uma micropipeta, colocaram-se 20 micro
litros de esperma em cada poço onde se situavam os oócitos.
Esta experiência foi bastante
enriquecedora, e permitiu uma maior compreensão de todas as fases envolvidas no
processo de diversas técnicas de PMA, mais especificamente da FIV que foi a
técnica observada. Queríamos agradecer à equipa do laboratório de medicina de
reprodução e à doutora Madalena Barata que proporcionou-nos esta experiência.
Mª Domingas Atouguia,
12ºA
Fotos de Material de uma clínica de PMA
Imagem 1 – Lupa Binocular
Imagem 2 – Lupa Binocular e Mesa Térmica
Imagem 3 – Microscópio Óptico Composto (M.O.C.)
Imagem 4 – Contador
Imagem 5 – Centrifugador
Imagem 6 – Micropipetas
Imagem 7 – Incubadoras
Imagem 8 – Microscópio Electrónico
Sem comentários:
Enviar um comentário